Mundo Colorido

1 08 2016

Oi gente, um forte abraço. O nosso último texto foi “Amor de Estações”. Veja a nossa nova mensagem.
Vinte e quatro de maio, dezesseis horas e vinte minutos; eu estava dando os retoques finais em um carro, era uma sexta-feira para terminar o serviço eu precisava de uma peça, fechei a oficina e fui até a loja de acessórios comprar o que precisava, vinha bem devagar andando pela calçada já com a peça em minha mão, um pouco mais a frente vi uma cena que me comoveu, era um rapaz tentando a força colocar uma moça em seu carro. Me aproximei e perguntei para a jovem que gritava por socorro. “O que está acontecendo?”. Essa foi sua resposta, “Esse homem quer me colocar em seu carro a força”. “Ah, é isso então rapaz? Se você não deixá-la em paz eu chamo a policia, ou eu mesmo posso resolver essa situação”. O moço não reagiu, saiu em disparada.
A jovem chorava muito, escondendo o rosto nos cadernos. “Não tenha medo senhorita, eu só quero lhe ajudar, qual é o seu nome?”. “Eu me chamo Juliana”. “Vejo que está com alguns cadernos e alguns livros em suas mãos, vem da faculdade?”. “Sim, eu estou vindo da faculdade”. “Meu nome é Roberto, se você não se incomodar eu posso lhe acompanhar em sua caminhada, é claro, se você se sentir bem com minha presença”. “Não, eu não vou me incomodar, de modo algum, porque assim fico mais tranqüila”. “Deixe-me levar o seu material, vejo que você está muito abatida”. “Ah sim, é muita gentileza da sua parte”. “Sua faculdade é longe?”. “Não, daqui nós podemos avistá-la”. Apontando a mão me mostrou. “E a sua casa é longe?”. “Não, fica a seis quadras daqui, a minha caminhada da faculdade até minha casa da no máximo uns mil metros”.
E assim caminham juntos Roberto e Juliana pela calçada sem nenhuma pressa. Em alguns momentos alguns sorrisos em outros o silencio, só o silencio e uma troca de olhares.
“Porque você faz essa caminhada a pé?”. “Caminhar é uma recomendação do médico para mim e esse lugar não é perigoso, aquele moço deveria estar drogado, nunca antes nada de ruim me aconteceu”. “Eu vejo que você é mecânico pois está com uma roupa de oficina”. “Sim, sou um mecânico, um moço pobre, nunca pude ingressar em uma faculdade sempre tive que trabalhar muito para sustentar a casa, meu saudoso pai era muito doente, minha mãe também já se foi e me deixou saudades. Moro sozinho não muito longe da sua faculdade”.
E finalmente os dois estão passando em frente a uma bela mansão e a moça para “É aqui que eu moro”. “Nossa Juliana, essa é a sua casa?”. “Sim, porque você está assustado?”. “Meu Deus, que casa linda, que mansão imponente Juliana, você é muito rica, o que que eu estou fazendo aqui com você?”. A moça da um lindo sorriso e coloca a mão no ombro de Roberto e diz olhando em seus olhos com uma humildade que comove o rapaz. “Que isso Roberto, rico e pobre são iguais, todos são filhos de Deus”. “Você deve ser muito feliz, morando nessa bela casa”. “Felicidade é outra coisa, não é riqueza que vai trazer sua felicidade ou a pobreza que impedirá você de ser feliz. Felicidade é algo que nasce do amor que temos em nossos corações Roberto”.
E nesse momento surge um carro extremamente luxuoso e entra na garagem. “Aquele é o meu pai”. E no momento um cidadão ricamente vestido vem ao lado. “Oi pai, esse é Roberto, ele, esse moço me livrou das mãos de um homem que queria me colocar no carro a força”. Que Deus te abençoe meu jovem, por ter ajudo a minha filha, vamos entrar, tomar uma bebida, conversar um pouco”.
“Desculpe, mas eu preciso ir embora”.
“Tudo bem, eu lhe agradeço novamente, sinta-se a vontade”.
Dizendo essas palavras seu Otavio sai e deixa ambos sozinhos.
“Roberto eu quero te ver mais vezes, vai La na faculdade segunda-feira me buscar, eu vou te esperar”. Os dois se despedem e o moço está encantando pelo modo que foi recebido por seu Otavio e também fascinado por Juliana.
Segunda-Feira, dezesseis horas, lá está Roberto no portão da faculdade, a moça chega e os dois caminham juntos, mas não vão de imediato para a bela mansão onde mora Juliana, vão dar um passeio, andam pela cidade e depois vão a uma sorveteria e em seguida rumam em direção a uma praça e ali ficam por duas horas e vinte minutos. A moça não tem pressa de ir embora, seus pais já sabiam que o horário da chegada nesse dia seria outro. Roberto idem, também não tem nenhuma pressa de sair de perto de Juliana.
Os dois estão felizes, brincam, sorriem como duas crianças. Já está anoitecendo é o momento de irem embora, Roberto pede pra moça fechar os olhos, vai até o maio do jardim e apanha duas rosas vermelhas e coloca nos cabelos de Juliana. “Agora você pode abrir os olhos, o que é que você tem em seu cabelo?”.
A moça passa a mão e diz “São duas flores”. Roberto desliza as mãos nos cabelos longos e negros de Juliana e tira as duas flores e coloca nas mãos da moça. “Roberto, rosas vermelhas são as flores que eu mais gosto”.
O mecânico pede o caderno de Juliana e vai folheando lentamente e desfolha também uma rosa e coloca em cada folha do caderno uma pétala da linda flor.
“Essa flor você vai levar para escola sem que ninguém perceba e essa outra você vai colocar em um vaso e enfeitar sua linda sala”.
O coração de Juliana está transbordando. Nas horas que o casal ficou ali, nenhum beijo ou abraço foi visto pelas pessoas que por ali caminhavam, apenas risos e felicidades. Esse foi o segundo encontro de Roberto e Juliana, a moça sempre viveu em meio à alta sociedade, estudou nas melhores escolas, mas nunca conheceu um moço tão amável como Roberto.
Vinte e sete de maio segunda-feira dia de aula o rapaz não consegue esquecer aquele encontro, não dorme, não consegue trabalhar com atenção no que faz, sói pensa em Juliana, mas quer evitar um novo encontro, os dias se passam trinta de maio já é quinta-feira três horas e dez minutos o telefone toca é Juliana. “Oi Roberto, amanhã já é sexta e já fazem oito dias que nós nos conhecemos e você não veio nem um dia pára me levar até a minha casa, por todos esses dias eu te esperei”. “é que eu ando muito ocupado, não tenho tempo para sair da oficina Juliana”.
“Será tempo mesmo ou você não quer mais ser meu amigo?”. “Não, não é isso, bem que eu gostaria mas eu não posso, eu não devo ser seu amigo Juliana, eu já sofri muito e não quero mais sofrer, não quero mais sonhar com algo que não é para mim”.
E assim foi vários telefonemas mas Roberto não ia se encontrar com a moça. Motivos: mundos diferentes, medo de sofrer, as lembranças de um antigo amor que lhe trouxe muita dor por ele ser pobre. Um romance que terminou sem ter um adeus. Patrícia foi o seu primeiro amor, era uma moça rica que também amava Roberto mas não teve a permissão do namoro e foi levada para longe e o moço nunca mais pode vê-la. Por todos esses motivos o mecânico queria evitar um novo relacionamento amoroso com Juliana que era também uma moça rica.
Quatro de junho Roberto está trabalhando e o telefone toca novamente é Juliana “Oi Roberto tudo bom com você?” por todos esses dias após a aula eu te esperei, mas você não apareceu, amanhã eu vou novamente te esperar, talvez essa será a minha ultima vez que eu te esperarei, lá naquela praça perto da faculdade, as quatro e meia, não esqueça, precisamos conversar”.
E no horário marcado por Juliana, lá estão juntos Roberto e Juliana após vários dias e vários telefonemas. “E Roberto por todos esses dias eu te esperei pra você me levar até a minha casa, mas você não apareceu”. “Juliana, eu não devo mais me encontrar com você, pobre e rico não da certo Juliana, eu não devo ser seu amigo, você deve ser amiga de um moço rico, Juliana você é uma moça já quase diplomada, uma linda mulher, inteligente, meiga e muito bondosa, eu Juliana sou um caboclo, um simples mecânico, sou um homem pobre você deve se casar, Juliana com um moço rico, eu nunca poderei te dar felicidades”. “Você não é pobre Roberto ai dentro do seu coração tem uma imensa riqueza”. Eu sei que você gosta de mim e eu também gosto de você Roberto já é hora de assumirmos essa realidade. Eu não preciso de riqueza Roberto a riqueza meu pai já me deu, a sua fidelidade, o seu amor será a minha maior riqueza, Roberto a maior riqueza que um homem poder dar a uma mulher é o amor e a fidelidade”. “Algumas lagrimas serenas deslizam pela face de Roberto e Juliana. Um abraço e o primeiro beijo, as arvores, os pássaros e as flores presenciaram um lindo amor que estava nascendo em dois corações.
Cinco de junho nesse dia iniciou-se um relacionamento afetivo entre Roberto e Juliana. Dias depois o jovem é levado pela moça para que ele conheça melhor a sua família.
Roberto é recebido com muito carinho pela família, mãe e pai, Otavio e Helena. O namoro tem total aprovação. Porém, deve ser com muita seriedade, Juliana era filha única e muito amada por seus pais.
Dois anos se passaram, a felicidade inundava os corações de Roberto e Juliana, o mundo era colorido de azul e rosas, tudo era felicidades.
Finalmente chega o dia do casamento os dois se casam e vão morar na casa onde Roberto sempre morou com seus pais. Juliana não tinha vaidades era uma moça com pureza em sua alma e não exigiu de Roberto uma casa de mais conforto. Era feliz vivendo ao lado de Roberto naquela casa pobre.
Três anos se passaram os dias pareciam voar e os dois viviam como se ainda estivessem em plena lua de mel, em um mundo colorido.
Quatorze de agosto, esse dia porém começaria uma nova historia na vida do casal.
A oficina está fechada apenas a porta do fundo está aberta, o mecânico esta limpando o almoxarifado bem distraído quando para um carro no pequeno pátio em frente sua oficina, para ele tudo normal, e continua limpando o cômodo que está bem bagunçado. O rapaz vira o corpo para pegar um objeto e se depara com uma cena que parece não ser real.
Não é possível, estou sonhando, não pode ser. Roberto quase tem um AVC, quem é que está de pé na porta, Patrícia a sua primeira namorada o seu antigo amor.
“Oi Roberto, como você está, tudo bem?”.
“Tudo bem, e com você está tudo bem?”
“Sim, tudo certo… nossaquantos anos já se passaram hein Roberto?! Hoje sou uma mulher casada, tenho dois filhos, o tempo passou os nossos sonhos de amor ficaram no passado; eu estou aqui para me despedir de você para sempre Roberto! Nosso amor foi tão lindo mas não tivemos uma despedida, meu pai não aceitou o nosso casamento porque você era um moço pobre, me levou embora para bem longe, nos separando, mas, eu sempre dizia comigo mesma que um dia eu voltaria para te ver e te dizer adeus para sempre.Uma tão linda historia não poderia ser simplesmente soprado longe pelo vento, esquecida ao pé de uma árvore, mergulhada à melodia de uma velha canção, já perdida e abandonada pelo seu próprio compositor… não Roberto, amor verdadeiro não se extingue assim…não se acaba…recordarei sempre! E um dia, quando muito velha já, viajarei nessa longa, triste e fria tarde , e ao abrir o baú de minhas recordações, só o que terei será saudades! Hoje estou aqui bem na sua frente para te dizer adeus para sempre. Roberto você foi o meu primeiro amor, você é um homem maravilhoso, o homem que sempre sonhei em ter ao meu lado, mas o destino não nos uniu simplesmente por você ser um moço pobre, talvez seja essa a última vez que nos encontramos, moro muito longe, estou de passagem, mas você ficara eternamente em minha lembrança”.
“É Patrícia, quanto tempo já se passou, eu, com apenas dezoito anos, praticamente um menino, começando a viver, quando te conheci, como eu te amava, e assimforam três anos de namoro escondido. Meu Deus quanta felicidade! Sei que você ainda se lembra dos planos que fazíamos, dos nossos sonhos de amor, sei que você ainda se lembra das nossas aventuras e do nosso namoro escondido, e ainda está na minha lembrança os momentos felizes que vivemos. O nosso mundo era todo colorido. Mas o destino não nos uniu como você disse, seu pai tirou você de mim, dos meus braços de um jeito brutal assim como um homem maldoso tira o doce de uma criança, assim como uma pessoa má que não vê a beleza de uma flor e a esmaga com ira , a joga pelo chão e nem percebe o perfume que as flores tem. Assim ele fez com o nosso amor, destruiu sem piedade. Mas não tenho magoa dele, ele é seu pai. E tudo isso por eu ser um moço pobre. Para nos separar ele te levou para bem longe e ficou em meu coração a tristeza, a saudade, a amargura e a solidão. Patrícia, você também foi meu primeiro amor, hoje também sou um homem casado, não tenho ainda filhos e amo muito minha esposa, esse será realmente nosso último encontro, mas você estará eternamente nas minhas lembranças.
Já está quase escurecendo e Juliana está preocupada com Roberto, pois ele nunca chega depois das dezenove horas e resolve ir até a oficina que não é muito longe; sai em passos bem apressados. Nesse momento lá no almoxarifado Roberto e Patrícia vão se despedir para nunca mais, um eterno adeus. Os dois se abraçam como duas pessoas que se amam e do abraço carinhoso surge um ardente desejo de um doce beijo e assim movido pela emoção e pelas lágrimas os dois se beijam com ternura. Nesse momento chega Juliana e acha estranho aquele carro de longa distância no pátio da oficina que esta só com a porta do fundo aberta. Vai pelo corredor em passos bem lentos e flagra a cena cinematográfica do beijo. Sendo ela uma mulher de cultura elevada, uma mulher com muitas virtudes não quis fazer escândalos, volta na ponta dos pés e vai embora sem que ninguém perceba. Chega em casa, faz uma mala e vai para casa do seu pai. Após deixar um bilhete com os seguinte dizeres: “Roberto eu sempre te disse que sua fidelidade seria a minha maior riqueza, vou embora para casa do meu pai, por favor eu te peço, nunca mais me procure”.
Roberto volta para casa e não encontra Juliana, a casa está vazia, mas encontra o bilhete. Sai em desespero e vai até a casa de seu Otavio mas não é atendido, volta, o mundo desabou encima da sua cabeça. A dor é tanta que sufoca a alma, sua angústia o abate até os céus. Não há remédio que possa curar a sua dor, nada poderá lhe dar consolo. Ao amanhecer o dia seu Otávio leva sua filha para passar algum tempo na casa do seu irmão que fica a trezentos km de distancia até que tudo se normalize.
Onze meses já se passaram Roberto está inconsolável com a separação mas nada pode fazer para provar sua inocência. O mecânico está na oficina consertando um carro muito abatido de cabeça baixa quando chega um amigo muito íntimo e lhe dirige essas palavras. “Porque você está triste Roberto?”.
“Porque acha que estou triste? Minha vida acabou amigo”.
“Eu acho que não, a esperança nunca pode morrer em nossos corações”.
“Por que você me diz isso”?
“Ela voltou, eu a vi”.
“Ela quem?”.
“Juliana, oras!”.
O rapaz quase tem um AVC, as ferramentas caem de suas mãos. Roberto está estático.
“Você tem certeza disso?”.
“Eu a vi quando seu pai a deixou no portão da sua casa com uma mala na mão”.
Três dias depois Roberto vai tentar sua última sorte, sua última esperança vai ser colocada em jogo, vai escrever pra Juliana uma carta de amor. E assim…
Juliana:
Meu inesquecível amor, não sei se você vai ler a minha carta, mas, se chegar a ler desde já eu quero suplicar lhe que me perdoe . Quando você foi embora, levou consigo a minha felicidade, sem você a vida não tem sentido, sei que sabes o quanto eu te amo como é lindo o nosso amor, o nosso mundo é todo colorido Juliana! Ainda sou o seu rei e você sempre será a minha rainha e que sem você aqui o nosso castelo desmoronou.Feliz serei, se tiver novamente em meus braços corpo tão adorável, exalando em minhas narinas tão suave perfume. E então minha flor, terei o prazer de regar mais linda rosa, com esse amor que emana e transborda do jardim chamado coração…transborda, escorre, suplica o seu perdão em forma de orvalho, transformado em lágrimas! Amo- te! Amo- te demais pra suportar viver sem sua presença sublime! Me perdoe meu amor, volta pra mim!!!
E no final da carta ele explicou o motivo da cena do beijo.
Dois meses se passaram, era domingo de manhã, o mecânico está sentado, pensativo e nesse momento o telefone toca. Era Juliana!
“Oi Roberto, como está, tudo bem?”.
“Estou vivendo por viver Juliana, minha vida não tem mais sentido sem você”.
“Mais tarde eu vou até a nossa casa para termos uma conversa, eu li a sua carta e confesso que ela me deixou comovida”.
Roberto fica eufórico, arruma toda casa, coloca as cortinas na janela, pois elas estavam no fundo do baú há muito tempo, coloca flores sobre a mesa, as flores que ela gosta, rosas vermelhas. E as horas vão passando o dia parece uma eternidade, Roberto está impaciente, não vê a hora de Juliana aparecer frente a porta.
São duas horas, para um carro em frente à sua casa, dele desce seu Otavio, Dona Helena e finalmente Juliana. Todos entram pelo corredor e chega à porta. Seu Otavio cumprimenta Roberto, Helena também pega em mão e o cumprimenta. Todos entram, sentam e depois de alguma conversa Juliana olha bem nos olhos de Roberto e diz com um terno olhar. “Eu te perdôo”. Por um instante um silêncio, a comoção toma conta de todos que estão ali, os dois se abraçam com um abraço caloroso. Colocando assim um final feliz encima de uma solidão angustiante. A carta de amor salvou o seu casamento.
Roberto, um moço pobre, um simples mecânico, que não cursou nenhuma faculdade mas tinha em seu coração uma cultura invejável, a cultura do amor. Amou duas moças ricas, foi amado pelas duas, bebeu dois cálices amargos, foi feliz as duas vezes que amou e vive atualmente com Juliana um amor imarcescível, em um mundo colorido! Fiquem com Deus e até a próxima, se Ele assim nos permitir!

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